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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

PANCADARIA NO CARNAVAL



A Guarda Municipal agiu com truculência para dispersar a multidão na Praça João Zelante. Até gás de pimenta foi utilizado para imobilizar os foliões.

FANJOV FOI A GRANDE CAMPEÃ DO CARNAVAL 2010



iAY CARAMBA!



¡Hola! ¿qué tal está? Preocupado com os boatos de que haveria a paralisação do transporte coletivo de passageiros, o prefeito Bimbo chamou em seu gabinete os seus mais eficientes assessores, David Pinton e Hélio Favoretto, e foi logo dizendo:- “Vejam se a GAIVOTA está em greve.”. No final da tarde, os experientes assessores adentram ao gabinete e teriam dito:- “O senhor estava certo. A GAIVOTA está em greve. Ficamos observando o dia inteiro e não encontramos nenhuma GAIVOTA. Pudemos notar apenas a presença de doze ANDORINHAS, catorze SABIÁS-LARANJEIRA, duas GALINHAS DE ANGOLA, três GARÇAS, quatro URUBÚS-DE-CABEÇA-VERMELHA, nove POMBAS-DO-AR e um PAVÃO. Mas GAIVOTA mesmo, não vimos nenhuma.” Vamos à luta companheiros!

MIJÓMODRO SERRANO



No carnaval, a Avenida Laudo Natel transforma-se na Passarela do Samba, o nosso SAMBÓDROMO. Mas a falta de banheiros químicos faz com que a Rua Padre João Batista Lavello se transforme na Passarela da Urina, o nosso MIJÓDROMO. Os moradores e os comerciantes daquela rua não aguentam mais a falta de respeito daqueles que fazem na via pública aquilo de deveriam fazer no banheiro. Os mijões contra-argumentam que a falta de mictórios faz com que eles sejam obrigados a fazer suas necessidades fisiológicas da rua. Tudo bem que a prefeitura também falhou neste quesito. Nenhum banheiro foi colocado na praça. Mas nada impede que aqueles que sejam acometidos de uma súbita incontinência urinária procurem um local apropriado para aliviar a bexiga. Se de um lado falta senso de cidadania por parte de alguns foliões, de outro constata-se a ausência de planejamento da prefeitura para organizar grandes eventos. A conjugação desses dois fatores, infelizmente, leva à baderna.

FAROFEIRO



Outro fato que desagradou os comerciantes foi o grande número de pessoas que traziam consigo as bebidas e as comidas que foram consumidas durante as tardes de carnaval. Várias vans e peruas, vindas de cidades vizinhas, transportaram grupos de foliões que, carregando suas próprias caixas de isopor, deixaram de comprar nos bares, lanchonetes e restaurantes, que por sua vez, eram obrigados a liberar seus banheiros para que eles fizessem as suas necessidades. Foi como disse um dono de bar:- “Essa gente trouxe de casa a cerveja, o sanduiche e o salgadinho. E o que sobrou prá nós? Apenas o xixi!”

O REBOLATION



O hit do carnaval deste ano foi a música Rebolation (pronuncia-se reboleixon). A moçada se esbaldou ao som da nova dança performática do grupo baiano Parangolé. Mas em Serra Negra tivemos o Pancadation (pancadeixon), protagonizada pela Guarda Municipal, que fez a rapaziada rebolar a cada pancada de cassetete. “Bota mão na cabeça que vai começar. O pancadeixon, xon, xon, o pancadeixon (...) Menino e menina não fiquem de fora que vai começar o pancadão. O pancadeixon, xon, xon, o pancadeixon...”

BONECOS GIGANTES



Ao que parece, os bonecos gigantes de São Luis do Paraitinga, que eram aguardados com grande expectativa, não chegaram a empolgar o público. Esperava-se que as alegorias retratassem as figuras e personalidades do município de Serra Negra. Seria hilário se as fantasias reproduzissem as imagens do prefeito de direito, do prefeito de fato, do vice-prefeito e dos vereadores. Haja papel machê para fazer a cabeça do boneco do Jesus Chedid.